A vacina contra a hepatite B está novamente disponível nos postos de saúde de Londrina. A informação é da responsável pela Gerência de Epidemiologia da Secretaria de Saúde de Londrina, Ana Elvira de Barros Jóia. Os estoques da vacina foram normalizados no início deste mês. Segundo Ana Elvira, desde junho de 97 a vacina não era repassada pelo Ministério da Saúde. ‘‘O problema não era só em Londrina, mas também em outras cidades do Estado’’, afirmou.
A intenção da Secretaria agora é vacinar todas as crianças que nasceram a partir de abril de 1994. A chefe da Divisão de Assistência à Saúde da 17ª Regional de Saúde, Rosilene Aparecida Machado, lembrou que em cidades com maior índice de casos da hepatite B, a vacinação foi estendida até crianças com 14 anos. ‘‘Mas não é o caso de Londrina’’, disse.
A vacinação contra a doença é feita em três doses. A segunda dose é aplicada, pelo menos, 30 dias depois da primeira. A última dose deve ser dada, no mínimo, cinco meses após a aplicação da segunda dose. Crianças que já tomaram uma ou duas doses, devem completar o esquema da vacina.
‘‘A vacina é necessária, mas não existe nenhuma epidemia. As mães podem, inclusive, aproveitar o momento da aplicação de outras vacinas para atualizar essa’’, ressalta.
A dona de casa Patrícia Tofano Soares, 21 anos, esteve ontem no Centro de Saúde de Londrina, mas não houve necessidade de vacinar o filho Mateus. ‘‘Já tinha dado as três doses, achei que fosse algum reforço’’. Patrícia contou que como as doses estavam em falta nos postos, ela acabou pagando pela vacina em clínica particular. ‘‘Procurei diversas vezes o posto de saúde. Como a vacina estava sempre em falta preferi não arriscar’’, contou.
Patrícia disse que estava indignada com o problema. ‘‘Eu tenho condições de pagar as vacinas, que são caras, mas a maioria das pessoas não tem’’.
A hepatite B é causada por vírus. Os principais sintomas são mal-estar geral, pele amarelada, fezes esbranquiçadas, dor abdominal e aumento do fígado. ‘‘O problema desse tipo de hepatite é quando o organismo não adquire imunidade’’, explicou Ana Elvira. Nesse caso, existe 10% de chance de ocorrerem complicações, como câncer de fígado ou cirrose hepática.
Ana Elvira explicou que a hepatite B é uma doença mais comum em adultos, por ser transmitida principalmente por relações sexuais e transfusões sanguíneas. ‘‘A vacinação busca evitar que essas crianças não se contaminem, quando adultas’’. Em crianças, a possibilidade maior é de transmissão da mãe para o filho na hora do parto.Celso PachecoDespesaPatrícia Tofano Soares: ‘‘Como não havia disponibilidade, tive que pagar para vacinar meu filhoJosiane Schulz

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