Postos estão rigorosos na entrega de remédios
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de maio de 1999
Osmani Costa 
O não-repasse de remédios que compõem a cesta básica para atendimento nos postos de saúde de Londrina pelos governos federal e estadual levou a Secretaria Municipal de Saúde a estabelecer critérios mais rigorosos na distribuição gratuita dos medicamentos à população. Pacientes com receitas prescritas por médicos de hospitais, clínicas e convênios particulares - e que, teoricamente, têm recursos para a aquisição em farmácias comerciais - não estão mais recebendo os remédios nos 54 postos da rede municipal.
Esta informação foi dada pelo secretário de Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian, em resposta às reclamações que usuários dos postos têm feito à Folha nos últimos dias sobre a suposta falta de alguns remédios nos postos. Temos que disciplinar, reorganizar melhor a entrega de medicamentos em nossa rede, para evitar uma falta futura. Temos os remédios, mas de agora em diante eles serão distribuídos sob uma análise mais rigorosa.
Outra medida estabelece que o usuário só receberá o remédio pretendido no posto de saúde do seu bairro ou região de residência. Queremos valorizar o papel do posto de saúde na sua origem. Assim, atendemos preferencialmente o nosso cliente cativo e evitamos que os remédios sejam desviados para pessoas que vêm, inclusive, de outros municípios, afirma o secretário.
Segundo ele, o município já gastou neste ano R$ 933 mil com a compra de remédios; enquanto que o governo federal só repassou o equivalente a R$ 35 mil. O governo estadual não repassa remédios para Londrina desde setembro do ano passado.


