Postos do Noroeste vao honrar contrato com distribuidoras
Marccio W. Varella
Da sucursal de Maringá
Os postos de combustíveis da regiao Noroeste do Estado vao continuar vendendo produtos das distribuidoras às quais estao vinculados por contrato. No último dia 18, o Sindicato dos Distribuidores de Combustíveis (Sindcombustíveis), regional de Maringá, alertou os proprietários dos postos para a portaria número 09, de 16 de janeiro deste ano, do Departamento Nacional de Combustíveis (órgao do Ministério das Minas e Energia), que permite a venda de produtos de mais de uma distribuidora no mesmo posto. A portaria é opcional e a intençao do governo é forçar a concorrência e baratear os preços dos combustíveis.
A portaria nao agradou os proprietários dos postos da regiao de Maringá. ‘‘É conversa pra boi dormir’’, disse o diretor regional do Sindcombustíveis, Adílson Alcimi.
Segundo ele, a portaria foi resultado da pressao das pequenas e médias distribuidoras (existem mais de 100 no Paraná), ‘‘que nao têm mercado, nao têm capacidade de armazenamento e se abastecem diretamente em Araucária, na regiao metropolitana de Curitiba’’.
Alcimi explica que as grandes distribuidoras (Shell, Petrobrás, Ipiranga/Atlantic, Texaco, Esso) estavam pressionando o governo a reajustar o preço de seus produtos. A portaria teria sido uma forma de o governo negar o reajuste, abrindo mercado para as pequenas e médias companhias.
As grandes empresas, continua Alcimi, ‘‘nos dao maiores facilidades de trabalho e, embora com prazo menor, emprestam dinheiro aos postos com juros subsidiados, nos fornecem as bombas e os tanques de combustíveis. Além disso, no contrato que fazemos com as grandes distribuidoras, nos comprometemos a vender exclusivamente seus produtos. Se o governo quer que a gente barateie o custo para o consumidor, as companhias que acabem com o vínculo nesses contratos’’.
Por outro lado, raciocina Alcimi, o custo operacional das pequenas e médias distribuidoras é pequeno, embora elas ‘‘nos dêem prazos maiores de pagamento, o que provocaria uma diminuiçao no preço final do combustível’’.
Há um outro problema, lembra Alcimi: ‘‘Quem decidir abrir o mercado deverá tirar das paredes do posto as cores da bandeira da empresa com a qual mantém contrato. Ele teria que repintar o posto’’.
Alcimi acredita que a portaria, aos poucos, deverá ser assumida por postos de cidades com menos de 10 mil habitantes, que vendem entre 40 mil e 80 mil litros de combustíveis por mês. Um posto médio vende entre 150 mil e 300 mil litros por mês.

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