Profissionais que trabalham em unidades básicas de saúde de Londrina começaram a receber ontem um kit de seis cartilhas sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e Aids. Com dados sobre as doenças, explicações dirigidas a adolescentes, entre outros temas, as cartilhas darão um suporte para que os profissionais possam repassar informações aos usuários das unidades.
Ao todo, foram confeccionadas 25 mil cartilhas ao preço de R$ 25 mil. A produção e lançamento do kit foram feitos pelo Programa Municipal de Controle e Prevenção de DST-Aids (da secretaria municipal da Saúde) e do Ministério da Saúde. A coordenadora do Programa, Maria Cristina Rodrigues Gil, conta que as cartilhas contém uma linguagem simples e de fácil assimilação, o que ajuda os profissionais (como médicos e enfermeiros) transmitirem melhor as informações aos usuários.
Além disso, Maria Cristina ressalta que as cartilhas, por terem sido confeccionadas com a ajuda dos profissionais e usuários das unidades, estão mais próximas da realidade local. ‘‘Eles opinaram sobre as informações e que termos poderiam ser usadas’’, exemplifica.
As seis cartilhas que compõem o kit abordam diversos temas. A primeira trata as doenças sexualmente transmissíveis e seus sintomas. Já o ‘‘Manual do Multiplicador’’, dirigido a adolescentes, traz informações e dinômicas de trabalho de grupo sobre sexualidade, prevenção e uso de drogas. ‘‘Aconselhamento em DST, HIV e Aids - Diretrizes e Procedimentos Básicos’’ busca ajudar os trabalhadores de saúde na prevenção e no aconselhamento destas doenças.
‘‘Fala Garota!Garoto!’’ é uma cartilha que aborda aspectos da sexualidade na adolescência, como namoro e virgindade. As cartilhas ‘‘O melhor é não ter dúvidas sobre o vírus HIV e a Aids’’ e ‘‘Para esclarecer dúvidas sobre o vírus HIV e a Aids’’ são voltadas para profissionais da saúde e para o público leigo.
Maria Cristina explica que a confecção e distribuição das cartilhas faz parte de etapas que estão sendo desenvolvidas para tratar do assunto. A primeira medida foi a capacitação dos profissionais das unidades.
O próximo passo, segundo ela, será conscientizar as mulheres sobre a importância de realizar testes HIV durante o pré-natal. ‘‘Não adianta apenas ofertar os testes. É preciso tratar do assunto de uma forma que não ofensiva às mulheres, já que muitas ainda têm a idéia de que Aids é uma doença homossexual’’, observa.
Maria Cristina justifica o trabalho junto às mulheres, informando que a incidência da doença tem aumentando na população feminina. Segundo ela, em 1985, o índice era de uma mulher infectada para cada 38 homens. A porcentagem caiu para 18 homens no início da década de 90 e atualmente a proporção é de uma mulher infectada para cada três homens. A coordenadora do program informa que atualmente existem 553 casos de HIV notificados.

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