Postos de gasolina são os mais roubados
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quarta-feira, 23 de setembro de 1998
Dimitri do Valle 
Nem panificadoras, nem farmácias. Os assaltantes preferem mesmo é roubar os caixas dos postos de combustíveis deCuritiba. De janeiro até agosto deste ano, a Polícia Militar já contabilizou 196 casos na cidade. Os números tornaram os estabelecimentos o alvo predileto dos ladrões que atacam o comércio varejista.
O Sindicato dos donos dos postos de combustíveis promete contra-atacar. O presidente da entidade, Roberto Fregonese, sugere que os terminais de computador dos postos estejam interligados ao cadastro de veículos da PM. A meta é auxiliar no policiamento preventivo. Se os frentistas desconfiaram dos ocupantes de um veículo suspeito eles podem acessar o sistema e checar se o veículo é roubado ou não, explica Fregonese.
A preferência dos assaltantes pelos postos está na exposição que funcionários e o próprio local de abastecimento sofrem. São locais de fácil saída ou de entrada e a pessoa que está recebendo o dinheiro fica sempre com ele à mostra, diz o responsável pelo Comando do Policiamento da Capital (CPC), coronel Justino Henrique de Sampaio Filho. Em Curitiba, existem cerca de 386 postos de combustíveis. Segundo o sindicato da categoria, a média de assaltos em Curitiba é de dois por dia.
Para não aumentar os índices de violência, o presidente do sindcombustíveis, Roberto Fregonese, afirma que a contratação de vigias armados, como nos bancos, está descartada. Isso pode provocar mortes dos dois lados, reforça. Numa situação de assalto, demonstrações de heroísmos devem ser evitadas. Sempre que há reação, sempre pode haver mais violência, afirma o coronel Justino. Polícia e donos dos postos devem promover uma nova reunião para discutir formas de baixar os roubos.
Os frentistas serão orientados a trabalhar com cheques ou cartões de crédito, principalmente no período noturno, quando os postos estão mais vulneráveis devido ao baixo fluxo de pessoas. Ao menor sinal de suspeita, os funcionários também devem acionar a polícia. Temos que fazer o policiamento preventivo. As pessoas não precisam ligar apenas depois que o assalto aconteceu, aconselha Justino.
O número de assaltos aos postos são acompanhados de perto por invasões a panificadoras. A diferença entre as ocorrências é de apenas 25. Nos oito meses de 98, 171 panificadoras da capital foram assaltadas. Na terceira posição ficam as empresas com o registro de 125 ocorrências. As farmácias vêm logo em seguida, segundo a PM, com 95 comunicados.


