Ao lado de farmárias, bares e padarias, os postos de gasolina encabeçam a lista de estabelecimentos comerciais mais visados pelos assaltantes em Londrina. Os proprietários de redes de postos dizem conviver com o problema quase diariamente. Um deles, Luiz Jorge Bolognese, já perdeu a conta de quantas vezes foi assaltado. ‘‘A média é de 4, 5 assaltos por mês’’, diz.
O comerciante afirma que o problema é tão frequente que já nem registra mais queixa na polícia. Segundo ele, o trabalho não compensa. Cinco de seus seis postos funcionam 24 horas. Ele acha que deixar de atender à noite não é a solução. ‘‘Não podemos ceder aos bandidos.’’ A saída tem sido deixar sempre pouco dinheiro nos caixas – nunca mais de R$ 150,00.
Na opinião do comerciante, a violência se agravou muito com a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente, que, para Bolognese, ‘‘tem sido a tábua de salvação da bandidagem’’. Ele afirma que em todos os assaltos tem menor envolvido. Além disso, os delitos são cometidos à noite, em duplas que utilizam moto e capacete.
Outro comerciante, Maxwell Pavesi, que administra sete postos em Londrina, diz que é recordista em assaltos. ‘‘No escritório central já foram três assaltos violentos. Um dos postos foi arrombado cinco vezes e outro assaltado quatro noites seguidas.’’ Pavesi resolveu fechar cinco dos postos da rede durante a noite.
Mesmo assim, o comerciante mantém cofres, alarme, grades e segurança em todos os postos. A despesa para tentar evitar os assaltos ficam em torno de R$ 1 mil por mês.

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