Postos continuam vacinando contra o sarampo até dia 13
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terça-feira, 02 de dezembro de 1997
Célia Baroni Londrina 
A campanha de vacinação contra o sarampo foi prorrogada até o dia 13 em todos os postos de saúde da Cidade. A enfermeira do departamento de epidemiologia da Autarquia Municipal de Saúde Nadia Takemura explica que o trabalho
desenvolvido nas escolas e creches não conseguiu atingir o número esperado de imunização. A autarquia pretende vacinar 38 mil crianças entre seis meses e cinco anos até o final da campanha.
Ela acrescenta que mesmo as crianças que receberam a tríplice viral (contra sarampo, rubéola e cachumba ) precisam receber o reforço. A enfermeira frisa que a epidemiologia já registrou 11 casos de sarampo só nos últimos meses. A situação é preocupante, diz. O risco da criança ficar doente aumentou consideravelmente com epidemia registrada em São Paulo, onde ocorreram 13 mil casos. O fluxo de pessoas entre São Paulo e Londrina é muito grande. O reforço tem de ser aplicado até nas crianças que receberam a tríplice há mais de um mês, alerta.
Nadia Takemura informa que o sarampo fragiliza o organismo da criança, alterando sua imunidade e abrindo espaço para outras infecções como otites e pneumonia. Doença altamente transmissível, em casos mais graves, o sarampo pode levar a pessoa à morte. Os primeiros sintomas são febre alta e mal estar geral, que podem durar dois ou três dias. O quadro da infecção é acompanhado de tosse, corisa ou conjuntivite. Depois começam a surgir manchas vermelhas por todo o corpo.
No dia 13, último dia da campanha, os postos de saúde vão estar abertos das 8 às 17 horas. As mães não devem perder esta oportunidade de proteger seus filhos, enfatiza. Nádia Takemura avisa que a vacinação promovida nas escolas só atingiu as crianças que levaram a carteirinha de saúde e autorização escrita dos pais. As crianças de até 14 anos que estão com a tríplice viral atrasada também devem ser vacinadas.
Durante a vacinação nas escolas e creches, o serviço municipal de saúde aproveitou para fazer um recadastramento de todas as crianças. Com a informatização do sistema, em 1995, muitas delas acabaram ficando fora do controle feito pelo setor de epidemiologia. As equipes constataram que grande parte das crianças em idade escolar está com a vacina contra o tétano atrasada. A vacina deve ser ministrada aos sete anos.
O tétano é uma doença que pode levar à morte e a vacina dá proteção à criança até os 18 anos. Todas as mães precisam pegar a carteirinha dos filhos e conferir se todas as vacinas estão em dia, aconselha.


