Proprietários de postos de combustíveis na BR-376, entre Maringá e Londrina, anunciaram ontem, antes do anúncio do governo de redução das tarifas do pedágio, que terão que demitir funcionários por causa da queda no movimento provocado pela cobrança. Segundo o empresário Valmor Menegatti, o movimento caiu cerca de 70% desde o início da cobrança na praça de Mandaguari. Ele informou que muitos caminhoneiros estão usando estradas alternativas. ‘‘Já tive que demitir alguns funcionários do restaurante e agora vou ter que demitir também do posto, porque não tem o que fazer com este movimento fraquíssimo’’, afirmou. Conforme o empresário, que emprega 48 trabalhadores, a demissão pode atingir 30 funcionários.
Irineu Florentino dos Santos, gerente de outro posto, também reclamou da redução do tráfego e disse que está tendo um prejuízo incalculável. ‘‘Se continuar assim vamos ter que fechar porque não estamos vendendo nada’’. Segundo Santos, o movimento caiu 80%. Ele já demitiu oito frentistas.
O diretor de marketing da Viapar, concessionária responsável pelo Lote 2 do Anel de Integração, Frederido De La Roque, considerou natural a queda de movimento na fase inicial de implantação da cobrança do pedágio. Ele alega que a concessionária ainda não terminou o levantamento sobre a redução do fluxo de veículos, mas calcula que pelo menos 30% dos motoristas estão usando vias alternativas ou os desvios por estradas rurais.
Com o tempo, segundo De La Roque, os motoristas acabarão voltando para as estradas pedagiadas. ‘‘Mesmo porque o aumento de veículos nas vias alternativas vai acabar deteriorando estas estradas’’, afirmou. De La Roque acusou donos de postos de combustíveis da região de Maringá de jogar os caminhoneiros contra o pedágio.
No Paraná, funcionam 430 postos de combustível, que empregam 13 mil funcionários. Antes da redução da tarifa, o desemprego estimado para o setor era de 50%, segundo Sidney Mahle, diretor do Sindicato dos Postos e Combustíveis do Estado do Paraná. Colaborou Carmem Murara

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