Posto Samuara esclarece que aceita cartão
Lino Ramos
De Londrina
O desentendimento entre um consumidor e o gerente de um posto de combustível em Londrina não aconteceu no posto Samuara, como foi publicado na edição de ontem da Folha, mas no Auto Posto Carajás, localizado em frente ao Samuara, na avenida Maringá (zona oeste de Londrina). O servidor público Eduardo Tolomeotti, 25 anos, parou seu Chevette para abastecer e não conseguiu pagar a conta no cartão de crédito, porque o posto Carajás só trabalha com cheque ou dinheiro. A confusão atraiu inclusive a polícia.
Ontem, a proprietária do Posto Samuara, Zeila Silva Boim, esclareceu que trabalha no comércio há 25 anos e nunca teve problemas de qualquer natureza com seus clientes. Mesmo quando o lucro cai a R$ 0,6 como agora, respeitamos o consumidor e aceitamos o cartão de crédito, afirmou. De acordo com Zeila Boim, o Samuara oferece preço à vista no cartão para todos os serviços do posto, inclusive os produtos da loja de conveniência. A comerciante disse que os clientes ligaram preocupados com a notícia de que o posto não aceitaria mais cartão de crédito.
O problema no posto Carajás ocorreu quando Eduardo Tolomeotti tentou pagar R$ 20 de gasolina no cartão de crédito porque estava sem dinheiro. Segundo ele, o gerente do posto, Thiago Santaella, 21 anos, não aceitou o pagamento do combustível com cartão de crédito, tentou ficar com seus documentos pessoais e depois impediu que ele deixasse o estabelecimento.
Santaella confirmou que o Carajás não aceita cartão mas alegou que a confusão foi provocada pelo cliente. Segundo ele, Tolomeotti não quis deixar um documento como garantia de pagamento e ficou bravo quando o frentista tentou tirar o combustível colocado no veículo. Dois policiais acompanharam a discussão, mas não precisaram intervir.
O servidor pretende recorrer à Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) contra o posto Carajás.





