Foz do Iguaçu - Comerciantes e moradores da Vila Portes, uma das regiões com maior índice de criminalidade de Foz do Iguaçu, estão há mais de um mês sem comunicação direta com o Destacamento da Polícia Militar por causa da falta de pagamento de contas telefônicas. As quatro faturas em atraso, juntas, totalizam R$ 530,67.
Sem o contato, a comunidade precisa acionar o 14º Batalhão da Polícia Militar (BPM), que anota a ocorrência e depois a encaminha, via rádio, aos soldados do bairro. O processo consome minutos preciosos. ''É difícil acreditar, porque o telefone é essencial ao serviço'', comenta o comerciante Atílio Pires da Silva, 34 anos.
O posto foi criado em 1996 para agilizar o trabalho nas redondezas da Ponte da Amizade ligação do Brasil ao Paraguai, onde é grande a circulação de carros, pessoas, dinheiro e mercadorias. Na época, foram distribuídos 10 mil cartões para a população informando o número do telefone.
O pagamento da conta era feito pela Associação Comercial e Industrial da Vila Portes e Jardim (Assoportes), mas foi suspenso no primeiro semestre sob a justificativa da crise econômica na fronteira. Com isso, o telefone foi cortado totalmente em 11 de julho.
Desde então, soldados têm usado aparelhos celulares para um comunicação emergencial com o público. Eles já cogitaram a hipótese de solicitar a instalação de uma linha de outra operadora, driblando assim as contas atrasadas (maio, junho, julho e agosto). A idéia está em estudo.
O comandante do 14º BPM, tenente-corornel Nelson Casarolli, disse ontem estar ciente do problema, porém alegou que o quartel está com dificuldades financeiras. Segundo ele, as faturas foram encaminhadas a Curitiba. ''Vamos encontrar uma solução em breve'', prometeu.

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