Marcos NegriniSem estoquePosto está localizado perto de unidade hospitalar e fere lei que determina distância de 300 metrosO posto de combustível de Maringá aberto em janeiro do ano passado graças a uma liminar da Justiça - por estar a menos de 300 metros de um hospital - deixou de funcionar. A localização do posto fere a lei municipal 20/93, que prevê uma distância mínima de 300 metros entre revendas de combustíveis e postos de saúde ou hospitais. Segundo funcionários que ficam no local, o posto está fechado por falta de combustível. Era o único da cidade com o sistema self-service, onde o próprio motorista abastece o veículo e paga um preço menor.
A briga entre o empresário Mauro Menegon, proprietário do posto, e a prefeitura começou no segundo semestre de 1996, depois que ele conseguiu alvará para abrir a revenda. Baseado na lei municipal, os diretores do Hospital Paraná, que fica a menos de 200 metros do local, reclamaram da localização. A prefeitura cassou o alvará, obrigando Menegon a brigar na Justiça.
Ele alegou que a lei não é clara e não define os parâmetros para medir a distância prevista entre o posto e um hospital. Como o prédio do Hospital Paraná é recuado da avenida, a Justiça concedeu liminar favorável a Menegon. A prefeitura foi obrigada a dar um alvará provisório e apelou da decisão.
O posto foi aberto em janeiro do ano passado e conseguiu o alvará definitivo no início desse ano. No entanto, fechou as portas há cerca de 15 dias, depois que a distribuidora cortou o fornecimento do combustível. Os funcionários que ainda ficam no local, mas preferem não ser identificados, garantem que a revenda tinha movimento e não sabem porque o posto está fechado ou quando voltará a funcionar.
O empresário Mauro Menegon não foi localizado ontem em Maringá pela Folha. Outro posto que ele tinha na cidade também foi vendido.

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