Posto é denunciado por crime ambiental
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segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cambé - Fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) estiveram ontem de manhã no Posto Cupim, na PR-445, em Cambé (13 km a oeste de Londrina) avaliando uma denúncia anônima de crime ambiental. No posto, a fiscalização se deparou com uma lagoa de óleo residual e colheu amostras que estavam sendo analisadas até o final da tarde de ontem.
O chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, adiantou que as atividades que estão poluindo a área deverão ser interrompidas, como a lavagem de peças. Segundo ele, a contaminação do solo é rasa porque o óleo estava sendo jogado numa área aberta e os riscos de contaminação do lençol freático são pequenos. ''O problema é superficial, mas o risco é se chover, a barreira estourar e o óleo chegar até a nascente do Ribeirão Jacutinga, que abastece a cidade de Cambé e passa a cerca de 200 metros do posto'', destacou.
Pinheiro Neto garantiu que as análises deverão ficar prontas hoje e o órgão irá exigir um plano emergencial de contenção de danos aos proprietários do posto. Pelo projeto, o óleo residual deverá ser separado da água. Além disso, o IAP terá que ser informado sobre qual foi a destinação dada ao produto.
O chefe do IAP destacou a importância da colaboração da população como denunciante de irregularidades cometidas pelas empresas. Isso, segundo ele, ajuda na atuação do órgão ambiental que não conta com número adequado de fiscais. ''Somos poucos. Não temos gente para pegar todo mundo'', apontou Pinheiro Neto.
Um dos sócios do Posto Cupim, Vanderlei Decker, argumentou que não tem como conter todo o óleo que cai na área do estabelecimento. O que sobra, disse, acaba se concentrando na vala nos fundos do posto. Ele garantiu que estava fazendo a drenagem da lagoa e que o local seria forrado com plástico para que o óleo não mais se infiltrasse no solo.
Decker afirmou que passam pelo local pelo menos 350 caminhões por dia. O total mensal de óleo combustível comercializado no posto ultrapassa um milhão de litros, segundo o empresário. ''Tem uma caixa de quatro metros de profundidade por dois de largura, mas não é mais suficiente para o posto'', disse. Por mês, Decker disse que chega a acumular cerca de 1,2 mil litros de óleo na caixa, que depois é comercializado.


