Posto da UEL instala a porta eletrônica
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quinta-feira, 24 de julho de 1997
Josiane Schulz Londrina 
Paulo WolfgangA toda provaCliente passa pela nova porta do posto do Banestado na UEL: sensor acusa qualquer material metálicoHá 12 dias foi instalada no posto de serviço do Banestado da Universidade Estadual de Londrina (UEL) uma porta eletrônica. A medida foi tomada para criar condições de segurança a clientes e funcionários. O posto é alvo fácil para assaltos devido aos inúmeros acessos para fuga, explicou a assistente gerencial do posto, Léia Gonçalves.
Os dados confirmam a insegurança do local. O posto foi assaltado à mão armada três vezes. O último assalto aconteceu em 30 de maio desse ano e resultou na morte do policial militar Marcos da Silva Freire, 29 anos. Outras duas pessoas ficaram feridas.
O vigilante Devanir Pereira explicou como funciona o novo equipamento de segurança. Ele é formado por uma porta giratória de vidros laminados, à prova de bala. Um dispositivo detecta a presença de metais e trava a porta. Pereira contou que o detector tem bom nível de sensibilidade e registra até a presença de bateria de telefone celular, disquete, calculadora e molho de chaves.
Ao detectar o metal, a pessoa obrigatoriamente tem que voltar e depositar os objetos metálicos em uma caixa. Se alguém estiver portando armas, elas ficam com os seguranças, afirmou o vigilante. Com a liberação da porta, o cliente resgata seus objetos junto a um segurança, dentro da agência.
O vigilante do posto também pode travar e destravar a porta quando achar necessário. Um controle remoto permite a operação.
A hipersensibilidade do sensor está causando alguns transtornos. O professor do Departamento de Anatomia da UEL, Lauro Brandão, teve que fazer três tentativas para conseguir passar pela porta. Brandão deixou na caixinha o relógio, dois molhos de chaves e controle remoto do portão eletrônico da sua residência. É uma necessidade, mas é tecnicamente inapropriado. É exageradamente minucioso. Se alguém estiver com uma dentadura metálica vai ter que tirar?, ironizou.
O funcionário do Banestado, Antonio Estefano, acredita que agora pode trabalhar mais tranquilo. Ele conta que, por causa dos assaltos e da fragilidade da segurança do posto, os funcionários trabalhavam tensos, com receio. Agora sabemos que nossa vida está um pouco menos exposta.


