Posto avançado
foi conquista
da prefeitura
A valorização do ensino supletivo no município de Itaguajé para aqueles que não tiveram oportunidade de estudar na infância ou mesmo para aqueles que abandonaram os estudos na adolescência, se deve principalmente à dedicação e empenho de duas profissionais da área. O posto avançado do supletivo à distância foi uma conquista da secretária municipal de Educação, Nilze Brandão da Silva. Incoformada com os altos índices de analfabetismo, principalmente entre a população idosa, Nilze conseguiu o posto avançado do ensino supletivo de Paranavaí.
O projeto teve apoio da administração municipal e encontrou na professora aposentada Maria José Ederlei, uma incentivadora. Desde a implantação do curso, em 1997, Maria José não hesitou em percorrer as casas dos moradores que tinham abandonado os estudos. Ela fazia parte de um grupo de professores voluntários no trabalho de ‘‘recrutar’’ estudantes para o supletivo. Para todos, Maria José fazia a proposta do retorno às salas de aula, mas o convite, à princípio, soava como uma proposta indecorosa. Depois de um breve bate-papo, Maria José conseguia convencer as pessoas sobre a importância do estudo.
‘‘Fizemos um trabalho de porta em porta e descobrimos muita gente fora da escola. Além dos idosos, encontramos adolescentes e pessoas de 25 a 40 anos que tinham abandonado os estudos e acabaram se acomodando’’, conta. Atualmente, Maria José é coordenadora do curso supletivo à distância e não esconde o orgulho de reunir em uma mesma sala de aula alunos com idade entre 18 e 25 anos com outros mais idosos, como Francisca Gomes de Farias, de 80 anos.
‘‘Estas pessoas eram excluídas da sociedade e hoje elas resgataram a cidadania, descobriram um mundo novo e reconquistaram a auto-estima’’, garante Maria José. De acordo com a secretária Nilze Brandão da Silva, o índice de analfabestismo no município há 10 anos era de aproximadamente 30%. Hoje, o índice é chega a 10%.
A secretária destaca ainda a importância do supletivo para moradores da zona rural. Os assentamentos criados na região trouxeram sem-terra de outros municípios também analfabetos ou semi-alfabetizados, que aproveitam o curso oferecido no posto avançado. (L.P.)

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