A Folha constatou que, apesar das taxas, a manutenção da iluminação pública em Londrina está deficitária. Grande parte das ruas são escuras, por falta de conservação dos pontos de luz ou por arborização excessiva. Em apenas uma hora circulando pela cidade, durante o dia, a reportagem constatou inúmeros postes de iluminação sem lâmpadas ou com lâmpadas quebradas.
Em outros casos, relés fotoelétricos (que acendem e apagam as luzes de acordo com a luminosidade do dia) com defeito deixam as lâmpadas permanentemente acessas, gerando desperdício. Na Avenida 10 de Dezembro, perto do Parque Arthur Thomas, foram contabilizadas várias luzes acessas às 10 horas da manhã. O mesmo acontecendo na Rua Souza Naves, perto do Lago Igapó.
Os moradores da Rua Jaime Americano, no Jardim Califórnia (zona leste), porém, convivem há tempos com a escuridão. Em apenas 200 metros da rua, a Folha contou três postes sem lâmpadas e um com defeito. ‘‘Este poste aqui não serve para nada. Só funciona bem de vez em quando. Se chove um pouco, a lâmpada fica tão fraca que não ilumina nada’’, afirmou a dona de casa Helena Lopes, 44 anos, residente há 26 anos no bairro.
Segundo ela, a Copel foi acionada várias vezes. ‘‘Às vezes ela vem, outras não. Mas mesmo quando vem, o problema continua’’, afirmou. O operador de máquinas Rudimar Generoso da Silva, 37 anos, vizinho de Helena, confirma o fato. ‘‘A gente fica preocupado porque esta rua já é muito escura, por causa das árvores. E aqui, no bairro, o número de assaltos é assustador’’, disse. (T.E.)

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