Poste no meio da rua enfeita a passagem
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quinta-feira, 15 de maio de 2014
Walkiria Vieira<br>Equipe NossoDia 
Londrina - Não é de hoje que os moradores da Rua Egídio Lici, no Chácaras São Miguel, zona sul de Londrina, lutam para que o bairro receba benfeitorias. Sem apoio das autoridades, a união dos moradores da rua é que tem feito a diferença para que necessidades básicas - como o acesso à própria casa sejam alcançadas.
"Nós é que pagamos o moledo, o tal asfalto rural. Cada morador desembolsou R$ 500 porque tivemos que pagar material, mão de obra e o aluguel do trator", conta a professora universitária Débora Martins.
Não bastasse esse problema, os moradores ainda convivem com o breu, já que a rua não tem iluminação pública. Para completar o pacote, um poste no meio da rua "enfeita" a passagem e põe em risco quem passa.
O comerciante Renato Costa procurou a Copel e levou um tremendo susto. "Recebi uma correspondência informando que tenho que pagar pelo serviço. Achei que fosse piada", conta. De acordo com o documento, o serviço de deslocamento do poste custaria R$ 6.703,74: R$ 1.906,33 com material e R$ 4.797,41 com mão de obra.
"Isso só pode ser brincadeira, é ridículo. Até porque esse poste nem luz tem e vamos ter que pagar para corrigir um serviço errado feito por quem é profissional?", questiona Débora. "Na Geraldo Julio, Rua que acessamos antes de chegar à nossa, são 49 postes, sendo 21 sem luz. Na curva, são 12 e 9 tem luz. Após a ponte nenhum poste tem iluminação", completa.
Distância
A assessoria da Copel informa que os postes da rede elétrica do bairro foram instalados há mais de 20 anos, respeitando a distância em relação às propriedades. "O custos de deslocamento da rede elétrica para acompanhar a erosão da via ou sua ampliação devem ser assumidos pelos interessados e o serviço pode ser orçado junto à Copel ou a qualquer empreiteira cadastrada. Os moradores podem procurar pela Área de Loteamentos da PM ou Secretaria de Obras para saber se há projeto de alinhamento previsto para o local. Neste caso, a Prefeitura assumiria o custo da obra após sua oficialização", continua.
Sobre a falta de iluminação na rua, a Copel afirma que a taxa de iluminação pública é destinada a manter a cidade iluminada. "Caso o morador queira a porta da casa iluminada deve solicitar essa ampliação e pagar por ela."


