Outros projetos da América Latina que se destacaram no Fórum também buscaram provocar um impacto importante na comunidade. A professora Nubia Solano Morelo, de uma pequena escola carente da cidade de Sahagún, na Colombia, percebeu que, como acontece em muitas instituições de ensino de todo o mundo, os alunos sabiam mais de computação (word, internet, excell) do que os próprios professores. Por isso, em determinados horários os papéis se inverteram. Jovens ensinavam os professores e depois ensinavam os próprios pais a darem os primeiros passos no comando de um computador.
No ano passado, o projeto chamado Al Reves contava com 30 estudantes para ensinar 50 professores, 20 pais e dois funcionários de serviços gerais da escola. Neste ano, o número de professores aprendizes passou para 160 e o número de pais que passam pelo treinamento subiu para 30.
Nubia comemora os resultados dizendo que há um baixo índice de analfabetismo informático. Ela afirma que os pais se uniram e produziram pequenas lembranças de madeira (porta-chaves, porta-canetas) que após vendidas ajudaram na compra de mais computadores para o laboratório de informática. ''O projeto é uma oportunidade para o desenvolvimento profissional'', explicou a colombiana.
Em Tuuana, no México, um projeto da professora Teresita Moreno Saavedra está ajudando a diminuir os índices de imigração ilegal de jovens para os Estados Unidos - a cidade faz fronteira com aquele país. Mais uma vez houve a simulação de uma empresa, a Publicidad, que coloca os 150 alunos do curso profissionalizante de Informática e Administração em contato com firmas locais para produção de páginas da internet. A aproximação entre empresários e alunos deu tão certo que muitos estão sendo contratados para trabalhar como free-lance. ''Os jovens estão vendo a possibilidade de trabalho no próprio país e percebem que a imigração ilegal para os Estados Unidos não é a melhor solução'', afirma.
O prêmio Educadores Inovadores existe desde 2003, avaliando projetos do mundo todo em quatro categorias, colaboração, comunidade, conteúdo e educador inovador (voto popular). Neste ano, o prêmio de educador inovador foi dado à professora Moliehi Sekese, de Lezoto, na África. Ela desenvolveu um projeto sobre plantas indígenas. (A.D.C.)

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