Érika Pelegrino
de Londrina
O juiz corregedor de presídios de Londrina, Roberto do Valle, afirmou ontem que o prazo para a interdição total da Prisão Provisória de Londrina (PPL), a princípio definido para o último sábado, está em aberto. Dois fatos levaram o juiz a adiar esta decisão: falta de local para remoção dos 120 presos e a possibilidade de a obra principal – elevação do muro do solarium – se iniciar em uma semana.
Roberto do Valle disse anteriormente que só ‘‘dilataria’’ o prazo para a interdição total da PPL, caso o Estado acenasse com intenções reais de iniciar as obras que levaram à interdição parcial do presídio em novembro último. ‘‘Como estão dizendo que ainda esta semana a Secretaria de Segurança Pública vai liberar o recurso para a obra do solarium e não temos onde colocar os presos, estamos aguardando para decidir sobre a interdição total’’, afirmou o juiz.
Logo após a interdição em novembro, o Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom) em Londrina teria orçado a obra do solarium (R$ 20 mil) e enviado o processo à Curitiba. Este teria ido parar na Secretaria de Estado de Justiça (Seju), a qual não tem o poder de decidir sobre obras na PPL, já que o prédio, embora seja desta pasta, esteja emprestado para a Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Segundo Flávio Formagio, engenheiro do Decom, agora o processo já estaria na SSP e a expectativa era de que hoje esta secretaria aprovasse a liberação do recurso para início da elevação do muro do solarium. Se isto ocorrer, de acordo com o engenheiro, em uma semana a obra deverá ser iniciada.
A forma para escolha da empresa – carta convite, ou licitação – dependerá de uma avaliação do departamento jurídico do Decom, segundo Formagio. Mas ele acredita que devido ao caráter de ‘‘urgência/urgentíssima’’ da obra, a empresa seja escolhida por carta convite. ‘‘Um processo licitatório demandaria mais tempo’’, afirmou.
Um processo complementar será enviado para Curitiba hoje, por fax, com o orçamento das outras obras solicitadas por Roberto do Valle. Ontem de manhã, Formagio esteve na PPL em companhia do juiz para fazer um levantamento das necessidades do local.
Embora até ontem à tarde o engenheiro não tivesse concluído o processo, ele calculou que a construção de duas celas externas para triagem, colocação de extintores, construção de guarita junto ao portão de entrada ou portão gradeado com controle remoto, colocação de portão no corredor dos bombeiros, construção de dois banheiros, fique em torno de R$ 12 mil.

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