Posição de Sanepar gera polêmica na Câmara
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quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
O posicionamento da Sanepar, cujo procurador sustentou publicamente anteontem a validade do termo aditivo de renovação do contrato entre empresa e o município de Londrina, acirrou a disputa entre Executivo e Câmara que têm adotado posições divergentes sobre a discussão da renovação do contrato. A troca de farpas aumentou ontem, depois que os legisladores sugeriram a suspensão do comitê de água, esgoto e saneamento e questionaram a postura do Executivo.
Cinco vereadores entraram com ação popular em outubro questionando a legalidade do termo aditivo 166/95 que estende o contrato de concessão por mais 30 anos, a partir de dezembro. Com o anúncio da Sanepar, a questão virou o centro do ''imbróglio'' entre os poderes. No entendimento do Executivo, a ação não é necessária porque o aditivo é nulo por conter vícios na formulação.
''Há meses estamos discutindo a necessidade de ampliar a discussão, a necessidade de declarar nulo esse aditivo na Justiça, o que o Executivo não fez. E agora, se vem o procurador da Sanepar dizendo que o contrato é válido, o que se espera é que o Executivo tome uma ação mais enérgica e declare a suspensão desse comitê até que a Justiça se pronuncie'', radicalizou o vereador Tercílio Turini (PSDB), um dos autores da ação popular.
O presidente do comitê, Wilson Sella, rebate as críticas. ''Eu acho que eles (vereadores) meteram os pés pelas mãos em uma medida unilateral, sem ampliar o debate. Eles deveriam desistir da ação e esperar o comitê decidir'', sugeriu. Sella também qualificou o debate dos vereadores como prematuro. ''Não fechamos a questão, isso é atropelar o processo'', argumentou Sella que também frisa que a Câmara não enviou nenhum representante na reunião entre Sanepar e comitê.
Na próxima terça-feira, o comitê faz uma visita as instalações da Sanepar em Londrina. Mas a discussão mais esperada, em vias de agendamento, é a que vai discutir as contas e investimentos da empresa em Londrina. Sella já adiantou que quer a participação de membros da diretoria da empresa nesse encontro.


