Segundo a psicóloga Vania Vargas, desde 1997 o HU conta com oito grupos que englobam de oito a 15 pacientes, que se reúnem mensalmente para discutir a cirurgia. Para participar do grupo, o obeso passa primeiro pela clínica endocrinológica do HU para avaliação nutricional, além de constante acompanhamento psicológico. Os pacientes são avaliados ainda por faixa etária e índice de massa corporal.
''Como os obesos são bastante ansiosos, eles se tornam alvo fácil das tentações, por isso precisam mudar a vida para aceitar as limitações que vêm com a cirurgia'', aconselhou Vania.
Segundo ela, entre os problemas recorrentes da cirurgia está a substituição da comida por outros vícios. ''Muitos obesos comem para fugir da realidade. Depois da operação, como já não conseguem comer tanto, eles trocam o alimento pelo álcool, pela bulimia e até pela compra compulsiva. É uma fase crítica que requer o total apoio da família e a reeducação do paciente.'' (M.G.)

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