O protesto das mulheres de policiais militares em frente ao 6º Batalhão da Polícia Militar em Cascavel (6º BPM) continuou pacífico, apesar das entradas do batalhão terem sido fechadas durante duas horas na noite de sexta-feira. As mulheres pretendem permanecer no local até que o governo do Estado ceda e atenda as reivindicações.
Uma das líderes do movimento em Cascavel, Ana Lúcia Gonçalves, diz que o protesto não tem a intenção de prejudicar a população, por isso, a entrada do batalhão não deverá ser fechada novamente impedindo que as viaturas saiam do local.
O comandante do 6º BPM, tenente-coronel Antônio Amauri Ferreira de Lima, afirmou que não recebeu ordem para acabar com o protesto. Ele acrescentou que a determinação é não permitir o fechamento dos portões do batalhão, evitar danos ao patrimônio público e proibir a participação dos oficiais no protesto. ‘‘Enquanto a ordem for mantida, não há motivos para retirá-las daqui’’, disse.
Em Maringá, as mulheres decidiram continuar o movimento, só que sem bloquear a entrada das viaturas no batalhão. Algumas mulheres que participavam do movimento desde terça-feira ficaram desanimadas e voltaram para suas casas. Das cerca de 30 mulheres que participavam do protesto em frente ao 4º BPM, somente 10 continuaram nas barracas na madrugada de ontem. (Colaborou Lucinéia Parra)

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