O comando de greve da Universidade Estadual de Maringá (UEM), fechou ontem três dos quatro portões de acesso ao campus sede. ''A adesão surpreendeu'', garantiu ontem a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabalecimentos de Ensino de Maringá (Sintemar), Ana Estela Codato. Ela garante que ao contrário da paralisação anterior, quando alguns setores da UEM ainda mantiveram atividades, dessa vez todo campus está parado.

''A gente está surpreso porque a comissão de mobilização tem percorrido o campus e ninguém está trabalhando'', contou Ana à Folha. Ela ressalta que as ameaças feitas pelo governo do Estado, de cortar os salários dos grevistas, não adiantou. ''Estamos no fundo do poço, e os servidores sabem que não existe outra forma de lutar pelos nossos direitos'', avalia.

Amanhã o comando de greve faz uma nova assembléia, a partir das 8h30 no Restaurante Universitário (RU), para avaliar o movimento. Após o ato, os servidores seguem em passeata até o Hospital Universitário (HU), que paralisa o atendimento à meia-noite de sexta-feira. ''Estamos cumprindo os prazos determinados e vamos manter os 30% exigidos em lei'', adiante Ana.

A proposta é não prejudicar a população. Para isso, desde segunda-feira a liderança dos grevistas e a direção do HU negociam com a Secretaria de Sa© úde e outros setores envolvidos a manutenção do atendimento em outros locais. Uma das propostas apresentadas pelo município é de ampliar o atendimento nos postos mais estruturados. A prorrogação da jornada de médicos e funcionários está em negociação.

Os casos de urgência e emergência, que excederem o limite do HU, serão encaminhados pelos próprios socorristas para os hospitais conveniados ao SUS. Hoje o plantão do HU começa às 17 e vai até às 7 horas de amanhã. Ana Codato diz que será a segunda greve do Hospital Universitário, o que ajuda na mobilização do pessoal para evitar maiores transtornos. O atendimento do HU deve cair de 9,5 mil pacientes por mês para menos de 2 mil.

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