Arquivo FolhaEstudos Canziani: ‘É preciso reforçar importância do Porto Seco aqui’

O porto seco de Londrina sai este ano. Quem garante é o vice-prefeito e presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani. Na sexta-feira ele esteve reunido com o delegado da Receita Federal, Daniel Pelisson, para saber o que a Codel pode fazer para agilizar o processo de instalação da estação aduaneira no município. ‘‘O porto seco é uma prioridade para a Codel e deve ser criado até o final deste ano.’’
A pedido do delegado, a Codel, segundo Canziani, vai colaborar com o processo fazendo um novo estudo dos dados que demostram a viabilidade da construção do porto seco em Londrina. Feito pela primeira vez em 95, o estudo deve apresentar dados como empresas que vão usar a estação aduaneira, volume de cargas e o potencial da Cidade e região. ‘‘Isto precisa ser atualizado para reforçar a importância do porto seco aqui’’, afirma Canziani. O presidente da Codel diz que colocará uma equipe em tempo integral para fazer o levantamento a partir de segunda-feira. O delegado, segundo Canziani, estima que o trabalho esteja pronto em dois meses. O presidente da Codel pretende concluir antes.
Com o estudo atualizado em mãos, a Receita Federal precisa de mais 60 dias para montar o processo licitatório, devido a complexidade do edital. A previsão é que a empresa que vai construir e administrar o porto seco seja escolhida dentro de seis meses depois de aberta a licitação. Segundo Canziani, várias empresas já procuraram a Codel e a própria Receita Federal interessadas no negócio, entre elas, a Companhia Cacique de Café Solúvel. O terreno onde será construída a estação aduaneira só deve ser definido depois que a licitação for concluída.
O porto seco funciona como um terminal de exportação e importação, que prepara a documentação para o embarque e desembarque de mercadorias, sendo usado também como armazém. Para isso há a necessidade de, no mínimo, 8 mil metros quadrados de espaço físico. Os cálculos iniciais mostram que a empresa vencedora da licitação terá que investir mais de R$ 5 milhões no empreendimento. No Paraná existem outras quatro estações aduaneiras - em Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá e Cascavel.

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