Dois porteiros de um edifício residencial de Foz do Iguaçu foram assassinados com tiros na cabeça na manhã de ontem, em consequência de uma briga de casal que aconteceu em uma pastelaria, localizada a 120 metros de distância do prédio. Em entrevista à Folha, o acusado, João Elias Ferreira Filho, de 30 anos, negou a autoria dos crimes (leia a íntegra abaixo).
Pela versão registrada na 6ª Subdivisão Policial, João Elias teria ferido a mulher, Lindamir Kovalski, 25 anos, durante uma briga, às 6 horas de ontem, na pastelaria Casa dos Salgadinhos JF, que o casal mantém em sociedade com o irmão de João Elias, José Elias Ferreira Neto, de 38 anos. Em seguida, João Elias teria começado a lutar com o irmão e, depois, sacado uma pistola que levava consigo e começado a atirar.
De acordo com essa versão, José Elias e a cunhada saíram correndo pela rua e se refugiaram na entrada do Condomínio Residencial Alto Araguaia. Armado, João Elias teria perseguido os dois. Os porteiros que estavam no prédio naquele momento - Durvalino Brizola da Silva, 48 anos, e Leandro Sauressing, 28 - teriam tentado separar a briga. Eles foram mortos com tiros de pistola na cabeça.
Pela versão de João Elias, o irmão dele teria tomado a pistola durante a briga na lanchonete e saído correndo em direção ao prédio. O síndico do prédio, que não quis ter o nome revelado, disse à Folha que o homem que matou os porteiros chegou e pediu que eles levassem um ferido para o hospital. Como eles teriam se recusado a socorrê-lo, foram baleados.
João Elias está preso e seu irmão, desaparecido. Ontem à tarde, a pastelaria deles - localizada na Vila Portes, a cerca de 300 metros da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai - estava fechada. Os porteiros foram mortos quando estavam trocando o turno de trabalho. Na cancela de entrada do prédio, onde eles foram baleados, foi colocada uma faixa de pano preto simbolizando luto.

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