O porteiro Edilson Mota Bezerra, 37 anos, trocou há alguns meses o ônibus pelo moto-táxi. A viagem de casa para o trabalho, que antes demorava cerca de 45 minutos, agora leva apenas 15 minutos. ‘‘Com o moto-táxi eu tenho mais tempo de ficar com a minha família’’, comemora Bezerra.
Edilson Bezerra mora no jardim Paraíso (zona norte) e trabalha no período noturno, em prédio da área central. Ele garante que não costumava pegar táxi convencional porque a corrida, em média R$ 8,00, pesava muito no bolso.
Na opinião do porteiro, a moto-táxi não oferece riscos. ‘‘Eles andam devagar e respeitam os sinais’’, relata Bezerra. Segundo ele, muitos dos moradores do jardim Paraíso já aderiram à novidade.
Gleisson Loures, proprietário da Moto-Táxi Londrina, pioneira do ramo na Cidade, também afirma que o serviço oferece total segurança ao usuário. Os motoqueiros levam sempre um capacete de reserva para o passageiro e, se aprovado pela Câmara, a empresa vai oferecer também toucas descartáveis.
A empresa começou a trabalhar no dia 2 de fevereiro e de lá para cá, além de muitos clientes, vem conquistando também a ira dos taxistas, diz Loures. ‘‘Eu tinha o Bina (identificador de chamadas telefônicas) e registrei vários trotes vindos de pontos de táxi’’, acusa.
João Edson de Freitas, 27 anos, dono da Solução Moto-Táxi, acredita que não exista, no Código Nacional de Trânsito, qualquer empecilho para implantação do serviço. Ele diz que a sua freguesia é bastante eclética: moradores de todas as regiões da Cidade e de várias profissões. ‘‘Atendemos de advogado a varredor de rua’’, comenta.
Na opinião de Daniel Ferreira de Lima, 31 anos, proprietário da Alternativa Taxi Moto Boy, as motos-táxi não estão roubando clientes dos taxistas convencionais, mas das empresas de transporte coletivo da Cidade. ‘‘Nós temos outra clientela, que não é formada por pessoas acostumadas a andar de táxi comum.’’
(Adriana De Cunto)

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