''Na hora eu ouvi um estampido e quando a bala me acertou foi como se eu levasse um empurrão. Eu pus a mão nas costas e vi o sangue''. Sentado no sofá de sua casa, no Jardim Igapó (Zona Sul), o porteiro e eletricista Juarez Alves, de 40 anos, narra o que sentiu quando levou um tiro no mês passado. Ele não é policial, nem bandido e não estava em nenhuma guerra. No último dia 19 de jullho, Alves se envolveu numa discussão de trânsito com uma policial civil que, à paisana, atirou em suas costas com uma pistola.

Depois de passar sete dias na UTI, dois deles em coma, e outros três no quarto do hospital, o eletricista conta que ainda não recebeu alta. Segundo sua esposa, além de se recuperar dos ferimentos físicos, Juarez precisa superar o trauma psicológico. Confira aqui o depoimento completo que a família concedeu ao repórter Davi Baldussi.


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Inquérito está em fase de conclusão

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