Começaram a funcionar ontem de manhã, no Fórum de Londrina, as duas portas giratórias doadas há quase dois anos por um banco já extinto. Dotado de detector de metais, o equipamento instalado na entrada principal do prédio acaba com o livre acesso ao prédio do órgão, como medida de segurança.
Segundo o diretor do Fórum, o juiz Alberto Junior Veloso, a medida deve evitar casos de violência semelhantes aos ocorridos em outras cidades, com pessoas armadas que não foram revistadas. ''Houve vários casos de indivíduos agredidos dentro de outros fóruns, especialmente nas varas da família'', justificou.
A manutenção do dispositivo e a disponibilização de dois seguranças ficaram por conta de uma empresa curitibana, vencedora da licitação feita ano passado para o contrato anual de R$ 37.196,88 pelo serviço.
Apesar de anexadas ao prédio há meses (mas sem funcionar, à espera do processo licitatório), as portas giratórias pegaram alguns apressados de surpresa. ''Elas trazem mais segurança, sem dúvida, mas tem que ter bom senso. Se eu venho ao fórum pelo menos três vezes por semana, não dá para os seguranças pedirem para revistar meu material em todas as ocasiões; toma muito tempo'', reclamou a advogada Renata Dequech, com celular e pasta de processos à mão. Por sua vez, o segurança Alberto Pacheco dos Santos nem se abalou. ''Tem que ter paciência na hora da entrada, especialmente no horário do almoço, quando o fluxo de gente é maior'', explicou.
Reclamações à parte, a medida atende uma velha reivindicação de juízes, promotores e funcionários, que já discutiram a precariedade do antigo sistema de segurança. Em maio de 2002, boatos sobre a suposta intenção de membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) de sequestrar juízes para força a soltura de presos gerou uma onda de revolta entre o judiciário londrinense.

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