Portaria proíbe atos violentos na UEL
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quinta-feira, 25 de novembro de 2004
Adriana Savicki<br>Reportagem Local 
Na Universidade Estadual de Londrina (UEL) o trote cultural onde os calouros desenvolvem atividades sociais e culturais é o único permitido, pelo menos em tese. Uma portaria de agosto de 1999 proibiu a prática de trotes considerados violentos ou que humilhassem os calouros.
Segundo o diretor de assuntos acadêmicos da UEL, Ricardo Ralisch, a portaria surgiu como forma de institucionalizar o trote cultural. Ele mesmo admite, entretanto, que nem todos os cursos adotaram a nova regra. ''Temos problemas localizados que já tentamos tratar de diversas formas; hoje estamos aplicando a forma punitiva da portaria'', afirma.
Aos alunos que não respeitam a portaria cabem sanções que variam das advertências verbais, passando pela suspensão e podem chegar a expulsão. ''Temos vários processos em andamento mas até hoje ninguém foi expulso da universidade por isso'', revela.
Para o professor, quebrar a tradição do trote é uma tarefa que vai além da portaria. ''Precisaríamos do envolvimento da comunidade nisso, pois apesar da prática ser ilegal e contra os interesses da sociedade muitas pessoas perpetuam a tradição'', diz.
O professor cita como exemplo os pedágios, em que o calouro sujo e muitas vezes descalço é obrigado e pedir dinheiro pelas ruas da cidade. ''Temos relatos que em um único dia um curso chegou a arrecadar R$ 4 mil, é muito dinheiro'', finaliza.


