Muita gente que sobrevive da venda de iscas vive momentos difíceis nestes dias de proibição da pesca em função da piracema. Até 28 de fevereiro, não é permitido capturar peixes nativos nos rios, lagos e represas da região. Isso vale também para as principais iscas que são comercializadas por lá, o lambari e a truvira, que são peixes nativos, e os camarões de água doce, conhecidos como pitus.
Esse tipo de isca só pode ser vendida se for proveniente de criação em cativeiro, com nota fiscal. Se for abordado pela fiscalização, o pescador tem que apresentar o documento para comprovar de onde vêm as iscas.
''Uma portaria especial foi criada para as iscas porque, para capturá-las, é preciso utilizar peneiras, revirando a vegetação que existe nos locais mais rasos. Exatamente nesses locais os peixes desovam e o movimento das peneiras acaba deixando muitas ovas de peixes fora da água, evitando a reprodução'', explica o agente fiscal do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Piola.
A lei ambiental está sendo respeitada pela maioria dos vendedores de iscas. No caminho entre Sertanópolis e Primeiro de Maio, na PR-437, a reportagem não encontrou nenhum dos vendedores que geralmente ficam nos acostamentos oferecendo o produto.(W.S.)

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