Brasília - A idade máxima para a doação de sangue no país será ampliada dos atuais 67 anos para 69 anos. Com isso, o governo pretende aumentar em dois milhões o grupo de potenciais doadores. A informação foi divulgada hoje pelo Ministério da Saúde, que também anunciou a publicação de uma portaria que institui como obrigatório um teste mais seguro para o sangue doado, chamado de NAT.
Em vez de buscar a resposta imunológica do corpo aos vírus (como faz o teste até então exigido), o NAT identifica a presença do material genético dos vírus HIV e hepatite C, reduzindo assim o impacto da janela imunológica (situação em que o indivíduo já foi infectado pelo vírus, mas seu corpo ainda não apresenta uma resposta a ele). Desta forma, o NAT minimiza a possibilidade de um sangue contaminado ser usado em transfusões.
A obrigatoriedade do NAT -já usado em mais de 90% do sangue doado no SUS, segundo o governo- é uma demanda antiga dos especialistas, que cobram um passo além: a utilização de um tipo de NAT que detecta, também, a hepatite B.
O ministro Alexandre Padilha (Saúde) afirmou que o teste que identifica o vírus da hepatite B já está em desenvolvimento pela Fiocruz e que a previsão é que ele seja incluído como obrigatório no próximo ano.

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