Rio – Um sino instalado em uma tenda na praia de Copacabana (zona sul do Rio) tocou durante toda a manhã de ontem, Dia Nacional de Prevenção e Controle da Hepatite C. No Estado, existem, atualmente, cerca de 1.200 portadores da doença em tratamento.
O sino foi badalado por cada uma das 1.660 pessoas que assinaram um manifesto de reivindicações, estratégia do movimento ‘‘Acorda, Brasil’’ para chamar a atenção do governo para a hepatite C.
O documento, segundo o economista Carlos Varaldo, 54, presidente do grupo de apoio a Portadores de Hepatite C no Rio, será encaminhado ao Ministério da Saúde, aos candidatos à Presidência do Brasil e ao Congresso Nacional no dia 15 de julho. A intenção é reunir 100 mil assinaturas.
Para Varaldo, que contraiu hepatite C em 1995, o governo demonstra total descaso com a doença. ‘‘Desde 1989, quando o vírus da doença foi descoberto, o governo brasileiro nunca fez nenhuma campanha alertando sobre a hepatite C, nem um mísero cartaz.’’ O tratamento da hepatite tem duração de um ano, utiliza os medicamentos Interferon e Ribavirina e é custeado pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
No entanto, explica Varaldo, o Interferon já foi ultrapassado por um novo medicamento, o Interferon peguilado, cuja dose semanal custa R$ 800. No ano passado, o remédio foi liberado pelo Ministério da Saúde para venda, mas não foi incluído na lista dos utilizados pelo SUS.
Mas no Rio a situação pode mudar. Após várias reuniões, a Secretaria Estadual de Saúde acenou com a possibilidade de fornecer o remédio.

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