Portadoras de coca são condenadas
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terça-feira, 22 de julho de 1997
Paulo Ubiratan Londrina 
Márcia Helena Marcusi, 30 anos, e a tia dela, Cleuza Teixeira de Carvalho, 54 anos, foram condenadas na última segunda-feira, por tráfico de drogas, pelo juiz da 2ª Vara Federal, Arthur César de Souza. Márcia foi condenada a cinco anos e três meses e Cleuza a quatro anos e três meses de prisão. Elas foram levadas ontem para a Penitenciária Feminina em Curitiba e deverão cumprir a pena em regime fechado. A advogada de defesa de Márcia apelou para o Tribunal Regional Federal em Porto Alegre para reduzir a sentença. Não aconteceu o mesmo com Cleusa, cuja defesa não apelou.
Tia e sobrinha foram presas em flagrante quando tentavam embarcar no Aeroporto de Londrina com 400 gramas de cocaína cada uma, escondidas no estômago e no ânus. Elas confessaram que pretendiam levar a droga para Roma, Na Itália, onde o marido de Márcia, José Luis dos Santos, as esperava. As mulheres foram levadas para o Hospital Evangélico e foram submetidas a exames; ficou comprovado que levavam cocaína. As balas que acondicionavam o tóxico escondidas no ânus foram retiradas no mesmo dia. No entanto, os saquinhos que foram engolidos levaram duas semanas para serem expelidos.
Na ocasião da prisão, a Polícia Federal vasculhou a casa de Márcia, localizada na rua Topázio, 151, no Jardim Ideal (zona leste), onde foram encontrados grande quantidade de plástico especial e pequenos sacos, para acondicionar a cocaína. As investigações da PF foram fundamentadas em envolvimentos anteriores de Márcia, o esposo e o cunhado Rômulo Martins com tóxicos. Este último foi condenado a 10 anos de prisão em Roma por tráfico de drogas, e acabou expulso da Itália. A Polícia Federal acredita que Márcia e o marido estejam envolvidos com o tráfico internacional e servem de mulas (transportar tóxico) para algum cartel latino-americano.
Morte do russoO irmão do russo Kusma Ovichinnikov, Larion, foi ouvido ontem pelo delegado de Cambé, Nasser Salmen, e afirmou que 15 dias antes do irmão ser assassinado esteve com ele em Londrina e falaram com Jairton da Silva Aleixo, o Jair, para tratar da venda do caminhão do policial civil Jovacir Pereira Junior. Jair foi identificado por Larion entre outras pessoas que se propuseram a participar do reconhecimento. O delegado Salmen afirmou que, com o reconhecimento de Jair, o crime toma uma conotação de que foi premeditado por todos os envolvidos. O caminhão serviria de isca para eles roubar o russo.
Kusma e seu filho Sava, de dois anos e meio, foram mortos por dois assaltantes contratados por Jair, por intermédio de Vanderlei Soares, conhecido por Vagalume. Os ladrões levaram R$ 15 mil do russo; o dinheiro era para comprar o caminhão do policial. José Aparecido de Castro, o Reis, e Divino Aparecido Lima, o Maringá, teriam sido os que praticaram o crime. O investigador da Polícia Civil, Luis Claúdio Xavier, teria sido o que contatou Jovacir para trazer o caminhão de Apucarana para que o golpe fosse aplicado.


