Portadora sugere acompanhamento psicológico
Curitiba - A professora Maria Fernandez Correa percorreu cinco gastroenterologistas para obter o diagnóstico correto. Ela levou a sério a dieta e, hoje, mesmo sendo portadora da doença, já tem um bebê de um ano e meio. ''No início eu sofri muito. Me sentia excluída por não poder comer os alimentos que todos comiam e não sentia vontade de ir a festas, por exemplo. Os médicos até aconselham os doentes a tratarem-se, paralelamente, junto a um psicólogo, pois muitos entram em depressão'', conta Maria Fernandez. Segundo ela, o primeiro caso da doença surgiu na Europa e, por isso, a Região Sul, influenciada por imigrantes europeus, registra o maior número de casos.
O diagnóstico é simples. O que falta é informação. O exame que detecta a presença da doença é de sangue, e chama-se soroantiendomísio. Se o resultado do exame for positivo para a intolerância ao glúten, o doente é submetido a uma endoscopia com biópsia, que vai confirmar o resultado e precisar o grau de evolução da doença, pelo estado das lesões.





