''Tem horas que penso que ela não está morta. Só queria saber quem fez isso e porque'', pede a dona-de-casa Aparecida Gotchalk, mãe de Patrícia da Silva. À família, restou a dor da saudade que foi aplacada em parte pela netinha de cinco anos, filha da adolescente, que tinha apenas cinco meses na época do crime.
Aparecida conta que a última vez que viu a filha viva foi numa noite de sexta-feira, dois dias antes do corpo ser encontrado embaixo de uma ponte na Zona Sul. ''Não queria que a Patrícia saísse de casa aquele dia mas ela falou que não tinha problema, que estava feliz. Ela saiu e eu fiquei numa agonia, com um aperto no coração'', recorda Aparecida. Quinze dias antes, a adolescente havia chegado em casa toda machucada mas não teria revelado os motivos da agressão nem o nome do agressor.
Amedrontada, a família fala pouco sobre os dias que antecederam o crime. ''A gente não sabe o que pode acontecer'', argumenta o pai de Patrícia, João Antônio da Silva. Pediram até para não serem fotografados. Aparecida reforça que já foi seguida por um carro quando saía de uma igreja no bairro. Por tudo isso, o casal prefere acreditar que a investigação policial um dia chegue ao culpado, ou culpados, do crime. (L.A.)

mockup