Tico está apenas com dois anos e seis meses mas já pesa 550 quilos e tem quase 1,30 metro de altura, para alegria de seu dono, o criador de porcos Cláudio Munaro, que mora na localidade de Espigão do Bugre, município de Mafra (SC). Com todo esse peso, o animal está a um passo de ser reconhecido como o porco mais pesado do País e entrar para o Guinness - o Livro dos Recordes. Se o reconhecimento chegar, Munaro realiza o seu desejo: ‘‘Eu sempre sonhei em ser famoso e acho que isso pode acontecer graças ao Tico’’, diz Munaro, orgulhoso ao mostrar o tamanho do animal, que de tão grande mal pode se movimentar.
A pesquisa para saber se o porco é ou não o mais pesado está sendo feita pela equipe do Guinness, em São Paulo. Munaro tem certeza que é dono do porco mais pesado do País. ‘‘Um porco grande, mas grande mesmo, pesaria uns 400 quilos se tivesse a mesma idade do Tico’’, diz. Ele soube pelos pesquisadores do Guinness que, nos Estados Unidos, um porco com 1.017 quilos e, no México, um com 900 quilos entraram para o Livro dos Recordes, mas no Brasil ainda não há registro de animal tão grande.
O porcão, da raça Large White, não é o único na pocilga de Munaro. O filho de Tico, Paulo Nunes, segue o mesmo caminho do pai. Ele tem um ano e três meses e pesa 300 quilos. Torcedor fanático do Grêmio, o criador batizou o animal com o nome de seu jogador preferido, que hoje joga no Palmeiras, time que adotou a figura de um porco como mascote.
Os porcos ficaram tão grandes porque o dono não pára de alimentá-los. ‘‘O Tico come 12 quilos de ração todos os dias’’, conta Cláudio Munaro. Um porco normal comeria em média 3 quilos de ração por dia. Com toda essa comilança, Munaro contabiliza o prejuízo que tem com o animal. ‘‘Até agora só gastei dinheiro com ele e se for vender a carne, não tiro o dinheiro que empatei’’. O quilo da carne de um leitão rende R$ 1,00 para o produtor.
Mas se os planos de Munaro derem certo, ele vai conseguir cadastrar o super porco no Livro dos Recordes e obter um patrocínio para mostrar o animal em feiras e na televisão. O máximo para Munaro seria levar Tico a um programa similar ao do Ratinho ou no Gugu. ‘‘Quem sabe não consigo ganhar um carro com o dinheiro que o Tico pode render’’, sonha o criador. Munaro já enviou dois faxes para a produção do programa Ratinho Livre, mas até agora não obteve resposta.

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