POR UM FIO - Rede elétrica de Camelódromos oferece risco de incêndio
Em meio à confusão de produtos, sons, imagens, cores e sabores dos labirínticos corredores dos shoppings que comercializam produtos importados os camelódromos , o consumidor quase sempre se esquece da própria segurança. Mas há pelo menos um perigo que ninguém deveria negligenciar: o de incêndio, potencializado por falhas nas instalações elétricas e pelas gambiarras criadas pela falta de fiscalização.
A FOLHA percorreu três das principais galerias populares do Centro de Londrina e constatou que os problemas se repetem. Nos boxes dos camelódromos não é difícil encontrar caixas de distribuição de energia com um emaranhado de fios expostos.
Somado a isso tudo, ainda tem o fato de que grande parte
dos comerciantes mantém estoques de mercadorias nos seus pontos de venda. A sinalização de saídas de emergência é precária ou inexistente. O mesmo acontece com os extintores. Falta também a instalação de refletores de acionamento automático para as urgências.
Se por um lado os estabelecimentos são negligentes em admitir o uso improvisado e perigoso da rede elétrica, por outro a falta de fiscalização e a burocracia também contribuem para permitir que a situação se alastre impunemente. A secretaria de Ordem Urbana e Rural informou que realiza forças-tarefas em locais de grande concentração de comércio. A Copel informou que a forma como a energia é utilizada dentro do estabelecimento é responsabilidade do consumidor. O Corpo de Bombeiros admitiu que atualmente não existem mecanismos eficazes para a fiscalização.
● A exposição a um incêndio pode causar morte pela inalação de gases tóxicos ou por queimaduras graves
● Em geral, são compostos por cilindros que contêm um agente extintor (elementos químicos diferentes) sob pressão





