Por semana, de 5 a 10 motoristas são assaltados
''O assaltante encostou o revólver na minha cabeça e me disse pra passar o dinheiro. Quando ele se agachou na minha direção pra pegar umas moedas que eu tinha no bolso de trás, dei uma joelhada na cara dele. Pulei pra fora do carro, no meio de uma plantação de trigo, e o ladrão ainda deu três tiros na minha direção. Ele só não levou o carro porque o veículo tinha um segredo. Ficou funcionando um minuto, aí desligou. O sujeito ainda deu uns socos no painel, arrebentou ele inteiro, pra ver se o carro voltava a funcionar. Nada''. O relato é de Alonso Silva, relembrando a única vez em que foi assaltado como taxista, no Jardim Piza (zona sul), há quatro anos. Alonso conta que o assalto fez com que ele desistisse de trabalhar à noite.
O assassinato do taxista Natanael Moreira, 55 anos, no final de semana passada, chamou a atenção da cidade para a falta de segurança na profissão. ''Por semana, os motoristas de táxi são vítimas de cinco a dez assaltos na cidade'', disse o presidente do sindicato da categoria, Antonio Pereira da Silva. Ontem à tarde, após a missa de sétimo dia de Natanel Moreira, os taxistas fizeram uma manifestação e agradeceram o empenho da polícia em prender o suspeito do crime. O corpo de um taxista foi encontrado ontem, em Rolândia (leia reportagem na página 5).





