Era uma terça-feira quente e abafada. Naquele final de tarde, a Polícia Civil de Londrina recebeu a informação de que uma BMW preta estava embrenhada em uma matagal ao lado de um cafezal próximo da PR-545, no Distrito da Warta (Zona Norte). No banco do motorista, havia um homem morto. A vítima era o vendedor de carros usados Moacir Tozatti, 30 anos, conhecido na cidade como ''Gaúcho''. Passado mais de um ano, este assassinato continua sem solução.
No dia do crime, ''Gaúcho'' havia trabalhado normalmente pela manhã numa revenda de carros na Rua Brasil (Área Central). Depois, como fazia quase todos os dias, saiu para almoçar com um amigo. Logo após o almoço, os dois teriam se separado. Era a última vez que o comerciante seria visto com vida.
Às 13h15, a namorada de Tozatti teria ligado para o telefone celular dele. Do outro lado, conforme declaração dela à Polícia Civil, uma pessoa teria atendido e desligado rapidamente, sem falar nada. A ex-esposa da vítima também foi ouvida mas não acrescentou detalhes que pudessem auxiliar nas investigações. Ambas disseram que o comerciante era uma pessoa reservada e que não costumava falar sobre problemas pessoais. Alguns dias antes de ser morto teria comentado apenas que ''tinha umas dívidas para pagar''.
No meio da tarde, amigos do comerciante estranharam a ausência dele e começaram a se preocupar. Por volta das 18 horas, um sitiante que passava por uma estrada de terra batida ao lado da PR-545 avistou a BMW preta abandonada no meio do mato e o corpo no banco do motorista. A perícia constatou que Tozatti foi morto com um único tiro, que o atingiu logo abaixo do ouvido direito, e que aparentemente nada dele havia sido levado. O pé direito do comerciante ainda estava afundado no acelerador. O corpo foi sepultado no interior de Santa Catarina, onde residiam os pais do comerciante.
As investigações começaram ali mas pouco avançaram nestes 14 meses que se passaram. O delegado da Divisão de Homicídios, Joaquim Melo, lembrou que as diligências iniciais não foram conduzidas por ele mas confirmou que o inquérito continua em aberto. ''Um suspeito chegou a ser ouvido mas a participação dele não foi confirmada'', destacou. Uma suposta relação do crime com uma quadrilha especializada em roubos de carros também não ficou caracterizada. ''Tanto a motivação quanto a autoria ainda estão para serem esclarecidas'', concluiu Melo.

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