O delegado-geral da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, disse ontem que a falta de efetivo é ''crônica'' mas que a situação deve se normalizar em um futuro próximo. Segundo ele, o governador Roberto Requião (PMDB), que acumula também o cargo de secretário de Estado de Segurança Pública, está ciente de todas as dificuldades e empenhado em solucioná-las. ''Por enquanto não podemos pensar em contratar mais, mas estamos fazendo remanejamentos para corrigir algumas distorções encontradas'', disse.
De acordo com Abreu, estão sendo feitos remanejamentos de pessoal, principalmente da capital para o interior. ''Descobrimos que Curitiba tinha quase o mesmo número de delegados que o interior, cerca de 160. E já transferimos 22 para o interior. Até a semana que vem, nenhuma cidade sede de comarca ficará sem delegado'', afirmou.
A falta de pessoal pode se agravar nos próximos meses, já que o Conselho da Polícia Civil apresentou ao governo o pedido de expulsão de 22 policiais investigados pela Corregedoria no ano passado. ''Esse pedido foi apresentado ao governo anterior que não o cumpriu. O governador Requião já assinou a expulsão de quatro e, nos próximos dias, deve assinar dos outros 18'', informou. Além disso, existem cerca de 150 policiais que estão sendo investigados em 352 processos administrativos por envolvimento em atividades ilegais. Outros 140 policiais a maioria delegados pediram aposentadoria. Nesses casos, porém, o delegado-geral garantiu que já tem a autorização do governador para novas contratações.

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