A água pode demorar para chegar até as cerca de 1.500 famílias que invadiram fundos de vale e áreas particulares em Londrina. O gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, prometeu analisar a possibilidade de colocar uma torneira comunitária nos locais das invasões. Mas só vai dar uma resposta definitiva depois de analisar a ‘‘situação técnica’’ de cada localidade e o número de famílias das ocupações. ‘‘Entendemos que é uma situação emergencial, consequência de um problema social. Mas a Sanepar não pode prometer antes de ter certeza de que vai cumprir.’’
A reivindicação foi levada pelo grupo de estudos que busca alternativas para a falta de moradia na Cidade. O grupo - formado por representantes da Prefeitura, Câmara de Vereadores, Ministério Público e entidades civis - avaliou, em reunião na quinta-feira, ser prioridade garantir o abastecimento de água potável nas invasões. O promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares, o vereador Salvador Francisco (PSDB) e o presidente da Federação das Favelas e Assentamentos, José Ricardo da Silva, reuniram-se ontem com Kishima.
O grupo defende a colocação de torneiras comunitárias em todas as invasões, para evitar a utilização dos mananciais hídricos poluídos. A proposta da Federação das Favelas - assumir o pagamento da conta da água consumida nas invasões - não entusiasmou Kishima. ‘‘Já tentamos este sistema e até agora não tem dado certo’’, diz. Ele lembra que a Federação assumiu a colocação da torneira comunitária no assentamento do Olímpico (zona oeste) e já está devendo mais de R$ 120 mil.
Kishima frisa, porém, que o principal obstáculo não é o pagamento da água consumida. ‘‘Não sabemos se temos água suficiente para atender às famílias.’’ O gerente metropolitano da Sanepar explica que as redes de abastecimento de alguns pontos da Cidade estão sobrecarregadas e não suportariam uma ampliação do consumo.

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