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tiram lucro
da tragédia
Apesar da tragédia, alguns populares que moram na região aproveitaram o acidente para levar para a casa jaquetas, peças dos caminhões, papel de presentes e baldes de tinta. Entre os destroços dos veículos, até crianças procuravam produtos que pudessem ser úteis para a casa ou para uma possível venda. A dona de casa Maricléia Carvalho das Almas, de 16 anos, estava há três horas procurando equipamentos úteis. Ela conseguiu juntar cinco latas de tinta e algumas peças dos caminhões. ‘‘Vim com meu irmão pegar tinta e o que conseguirmos para levar. Aqui, este material estaria perdido. Nós daremos uma utilidade para tudo isto’’, declarou ela.
A dona de casa Leonilda Rodrigues dos Santos, moradora do município de Jaguatirica, em São Paulo, escutou sobre o acidente num programa de rádio e resolver ir com o marido aposentado para o local. ‘‘É a primeira vez que venho buscar alguma coisa fruto de acidente, mas se tem gente vindo, por que nós deixaríamos de vir’’, questionou ela. Leonilda resolveu passar a manhã procurando produtos úteis para a sua casa. ‘‘Já achei alguns panos que serão bons para auxiliar na limpeza da casa’’, contou.
A situação deixou o perito de seguro de carga, Carlos Alberto Berdacki, indignado. ‘‘Precisamos identificar de onde vem esta carga, qual a transportadora e não conseguimos nada que identifique a carga. É inaceitável como as pessoas se beneficiam desse tipo de situação para tirar tudo o que podem’’, lamentou. (L.P.)

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