Homicídios geralmente causam comoção. Dependendo de quem é a vítima ou a maneira de execução do crime, essa comoção vira revolta e o resultado pode ser desastroso.

Na quarta-feira uma casa foi incendiada em Cambé (Norte), depois do dono confessar ter estuprado e assassinado uma garota de 9 anos. Em dezembro, populares também atearam fogo à residência do acusado de assassinar um homem de 89 anos.

Atitudes como essa demonstram a falência da Justiça? O que leva a população a fazerem justiça com as próprias mãos? Segundo o porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar, tenente Marcelo Barros do Nascimento, em casos de comoção popular já se espera reações deste tipo. Por isso a polícia tenta agir com discrição e toma outras providências, como ter retirado a família do acusado da residência logo após a prisão dele, no caso de Cambé.

''Em casos de roubo muitas vezes é instintivo reagir. Quando envolve mulheres e crianças também duvidam que o agressor será devidamente punido e isso leva as pessoas a reagirem'', explica. Ele ressalta, porém, que apesar das pessoas se valerem do anonimato, caso sejam identificadas irão responder pelas consequências de seus atos.


Confira mais informações na matéria da repórter Érika Gonçalves


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