Curitiba - O projeto que define nove zonas de uso da Ilha do Mel, destinando grande área para a preservação da vegetação original, estabelecendo taxas e outras medidas preocupam os moradores. Representantes de todas as comunidades da Ilha participaram, durante esta segunda-feira de uma reunião para discutir o projeto. Eles propõem várias mudanças que já haviam apresentado durante as audiências públicas realizadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e que não foram incluídas no projeto.
De acordo com o secretário da Associação de Moradores da Ilha do Mel, João Lino de Oliveira, a principal reivindicação é a participação da comunidade no gerenciamento da aplicação das taxas instituídas pela lei. "Hoje nós não temos a mínima condição de acompanhar a aplicação dos recursos. Atualmente não tivemos sequer a instalação de um banheiro público na praia de Encantadas, solicitada há muito tempo", diz.
Outra preocupação para os moradores é que os turistas, principal fonte de renda da população, possam procurar outros lugares com o aumento de taxas proposto. "Para o turista nos visitar já custa caro. A criação de mais taxas seria uma penalização para nós, uma vez que vivemos do turismo".
Segundo João Oliveira, muitas pessoas têm convivido com a incerteza de ter o lar uma vez que o projeto levaria em conta um levantamento dos moradores elaborado pelo IAP em 1998. "De 98 para cá houve uma séria de alterações nos proprietários. Nós defendemos uma atualização deste cadastro", afirmou.
Oliveira ressalta que a comunidade tem interesse no projeto e defende a disciplinação do uso do solo, mas desejam participar mais atividamente das decisões. "A gente quer construir parcerias com o Estado. Também queremos a proteção do meio ambiente, mas precisamos ser ouvidos e ter nossas necessidades consideradas", completou.
Os moradores pretendem apresentar as reivindicações durante uma reunião com alguns deputados estaduais, prevista para o dia 01 de dezembro. (K.L.M)

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