Depois de três assaltos violentos ocorridos nos últimos dias, a população de Rio Bom (45 km ao sul de Apucarana) reagiu anteontem à noite com uma manifestação no centro da cidade. Lideranças comunitárias e dezenas de moradores saíram em passeata para protestar contra a onda de violência no município, que tem 4.653 habitantes.
A iniciativa do protesto partiu do padre João Osório de Oliveira que, a exemplo de outras pessoas da comunidade, está inconformado com a inoperância da polícia local. ‘‘Rio Bom sempre foi um lugar calmo, mas os acontecimentos dos últimos dias demonstram que são necessárias providências urgentes para conter a violência e acabar com o clima de insegurança na cidade’’, disse.
Os manifestantes exigiam mais policiamento nas ruas e a prisão dos assantantes que provocaram a morte do pecuarista e pioneiro Julio Rodrigues, 84 anos. Eles também participaram do velório de Rodrigues, realizado no salão comunitário da Igreja Matriz, onde afixaram os cartazes de protesto nas paredes internas.
O pioneiro, que havia vendido um lote de gado e estava de posse de R$ 6,5 mil, foi atacado em casa na madrugada do dia 22. Foi espancado até entregar o dinheiro. Ele estava internado em estado de coma no Hospital da Providência, em Apucarana, e morreu anteontem. De acordo com laudo do Instituto Médico-Legal (IML) de Apucarana, o pecuarista sofreu várias fraturas no crânio.
Nos dias 14 e 16 um aposentado e um agricultor foram assaltados. Nos dois assaltos os ladrões agiram com violência espancando e ameaçando as vítimas. O assistente de segurança Antônio Ferreira da Cruz, que responde pelo cargo de delegado em Rio Bom, instaurou inquérito para investigar os três assaltos.
No caso de Júlio Rodrigues, ele informou que já foram ouvidas nove pessoas, inclusive da mulher do pioneiro, que reconheceu o agricultor Baltazar José dos Reis, 31 anos, como um dos autores do assalto e espancamento. Ele foi ouvido e liberado na quarta-feira por ter expirado o prazo do flagrante.
Por determinação do delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Nabor Sottomaior, o inquérito passou a ser presidido pelo delegado José Antônio Luchese, de Marilândia do Sul.

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