A ocorrência de seguidos assaltos à mão armada, roubos de carro e crimes chocantes como o que vitimou o empreiteiro Orides Silva (sequestro e morto pelo sogro) levou a população a se mobilizar para ajudar a polícia a reforçar a segurança em Umuarama. Na semana passada, começou a funcionar o Conselho Municipal de Segurança, o substituto do antigo Conselho Comunitário de Segurança, desativado há cerca de 4 anos. Cinco vereadores também tomaram a frente e criaram uma comissão especial de estudos, que já promoveu duas reuniões este ano para apurar a extensão do problema e discutir soluções junto com a polícia.
Tanto a Polícia Civil quanto a Militar reclamam da estrutura precária de trabalho. Falta pessoal, carro, material e verba. ‘‘Há 6 anos, tinhamos 7 viaturas conservadas rodando, hoje são apenas duas em bom estado. O resto está sucateado’’, diz o delegado chefe de Umuarama, Edson Camargo Barros. Entretanto, ele ressalta que o aumento da violência não é resultado apenas do desaparelhamento da polícia. O crescimento da cidade, a falta de empregos, o aparecimento de bolsões de miséria na periferia, além do aumento do consumo e tráfico de drogas geram violência e estimulam a criminalidade.
A comissão de estudos sobre segurança da Câmara, da qual faz parte o vereador e sargento da Polícia Militar, João Batista, levantou algumas sugestões para melhorar a segurança. Uma das propostas é a criação de módulos policiais móveis nos bairros, principalmente para reprimir as gangues juvenis que aterrorizam os moradores. Os vereadores também querem um disque-denúncia de prefixo 0800 e um bafômetro para descobrir motoristas embriagados.

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