Alunos da Escola Estadual Adélia Dionísia Barbosa e alguns moradores de bairros localizados na chamada Zona Norte II de Londrina participaram ontem de uma manifestação pedindo melhorias para a região. Carregando faixas, os participantes saíram pelas ruas cobrando as autoridades municipais, que, segundo eles, teriam esquecido daquela região.
Dentre as diversas reivindicações apresentadas, a principal diz respeito à construção de uma ponte sobre o Ribeirão Lindóia, que faria a ligação entre o Residencial do Café e o Cabo Frio. No local, existe somente uma passarela de madeira, utilizada por pedestres, ciclistas e até motociclistas.
O presidente da associação dos moradores dos bairros Itapoã, Tocantins e Ilha do Mel, Cláudio Maciel, afirmou que há cerca de três anos foi apresentado para a prefeitura um projeto para construção da ponte naquele local. Segundo ele, moradores de 15 bairros seriam beneficiados. ''Ficou só na promessa'', reclamou.
O aluno da 5 série, Laheber Ângelo de Souza, 13 anos, diz que passa todos os dias pelo local para ir até a escola. Ele lembrou que há alguns anos existia uma ponte maior, mas um caminhão tentou passar pelo local e a madeira não resistiu. O estudante ressaltou que além da precariedade da ponte, outro problema é o acúmulo de lixo nas proximidades do Ribeirão. ''Tinha placas proibindo jogar lixo, mas tiraram'', completou.
O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, explicou que a construção da ponte é de responsabilidade da loteadora proprietária dos terrenos. Ele informou que a loteadora já apresentou um projeto para execução da obra, que está sendo analisado por técnicos da secretaria. Crescentini acrescentou que o trabalho de análise se encontra na parte final.
Os moradores pediram também mais segurança, melhor sinalização e a presença de médico em tempo integral no posto de saúde do Jardim Parati.

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