Conviver com portas e janelas fechadas mesmo com o calor de mais de 30 graus que tem feito nos últimos dias. Pagar o dobro de conta de água para limpar a poeira que invade a residência diariamente. Ter que suportar o mau cheiro de animais em estado de decomposição.

Enfrentar problemas de saúde causados pela fumaça de queimadas que ocorrem em terrenos vizinhos. Essa é uma realidade comum vivida por grande parte das pessoas que moram próximas aos ecopontos, implantados pela prefeitura em diversas regiões da cidade com a função de armazenar resíduos como entulhos de construção e galhos.

''A gente limpa a casa de manhã e na hora do almoço já está tudo sujo novamente por causa da poeira produzida pelos caminhões que vêm trazer e levar lixo'', queixa-se a dona de casa Marli Cabecione, que mora em frente ao ecoponto localizado na Rua Ozéias Furtoso, Jardim Santa Rita V (Zona Oeste). Ela reclama ainda que a fumaça das queimadas provocadas no ecoponto têm agravado os problemas de saúde dela e de outros moradores do bairro. ''Eu sofro de alergia e vários vizinhos têm problemas respiratórios, que têm piorado por causa da poeira e da fumaça'', enfatiza.

Leia a reportagem completa de Marcos Roman em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

Leia Também:

CMTU avalia readequação

Número de queimadas aumenta 50%

mockup