Rolândia Parte da rotina dos cerca de 50 mil habitantes de Rolândia (25 km a oeste de Londrina) é esperar o trem passar. Com a linha férrea dividindo a cidade ao meio e um pátio de manobras na área central, o vai e vem dos trens interrompe o trânsito pelo menos quatro vezes ao dia, deixando a zona norte e uma das saídas da cidade ilhadas por até 20 minutos.
Com as passagens normais dos trens, os moradores até deixaram de se incomodar. ''Isso a gente até entende, mas a cada manobra ficamos um tempão esperando, pedestres, alunos de escolas, motoristas, todo mundo acaba perdendo compromissos'', afirma o presidente da União Rolandense das Associações de Moradores (Uram), Paulo Sebastião Inez que, junto com os vereadores da cidade, participaria ontem à noite de uma audiência pública com o gerente de unidade de produção da região norte da América Latina Logística (ALL), Celso Fylyk, para discutir o assunto.
Segundo Inez, como não há um horário fixo para as manobras, a população também não pode se prevenir. Mas, segundo ele, elas ocorrem com bastante frequência em horários de pico. Os comboios também fecham as três principais vias de acesso aos bairros da região norte de Rolândia e a saída para Porecatu. ''Daí o problema é ainda maior, porque nessa (saída) ficam muitos veículos pesados'', diz o presidente que também reclama do abandono da estação, ocupada por andarilhos e totalmente depredada. ''Essa é uma área nobre'', ressalta.
A ALL adiantou ontem, através de sua assessoria, que está disposta a negociar a mudança do pátio de manobras mas acredita que o problema só será solucionado se as empresas que atuam no local cerealistas e de açúcar também sejam mudadas. Até o fechamento desta edição, a audiência ainda não havia terminado.

mockup