População quer mais segurança e policiais na rua, mostra pesquisa
Silvana Leão
De Londrina
A maioria da população londrinense está insatisfeita com a segurança na cidade. Esta é a conclusão que se pode tirar de pesquisa divulgada ontem pelo Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, que a encomendou à empresa Axes Pesquisa & Avaliação, com apoio financeiro de um empresário local, para medir o nível de satisfação da população em relação à segurança preventiva. Além de mostrar sua insatisfação, a maior parte (mais de 73%) dos entrevistados disse acreditar que a segurança pública piorou ou não evoluiu nos últimos meses no município.
A pesquisa ouviu 200 pessoas, escolhidas aleatoriamente em locais de grande circulação, entre os dias 11 e 13 de setembro últimos. Os entrevistados 83% do sexo masculino responderam a 15 questões, direcionadas principalmente para os trabalhos da Polícia Militar (PM). Visamos mais a área de prevenção, que é justamente onde atua a PM, explicou o presidente do Conselho de Segurança, Newton Carlos Moratto.
Entre as pessoas entrevistadas, 68% pediram mais segurança, mais policiamento nas ruas e mais viaturas. Em relação à expectativa de melhoria dos serviços prestados pela polícia, 53,1% esperam ter mais segurança, mais policiamento e mais rondas na cidade; 13,6% esperam contar com mais viaturas para o trabalho dos policiais. Nesta mesma tabela consta, porém, que apenas 0,6% tem expectativa de mais policiamento nas escolas e comércio; a mesma porcentagem espera melhoria nas cadeias do município.
Na distribuição percentual da avaliação da segurança, 10,5% dos entrevistados acha que a segurança pública está muito pior do que anteriormente; 37% acha que está um pouco pior; 24,5%, que está a mesma coisa; 27,5% um pouco melhor e 0,5% muito melhor. As pessoas entrevistas residem em diversas regiões do município.
Na opinião de Newton Moratto, os resultados da pesquisa mostram a necessidade cada vez maior de mobilização da população em relação às questões da segurança pública. O presidente do Conselho de Segurança afirmou também que a campanha Londrina exige o fim da violência, lançada na semana passada por órgãos da sociedade civil organizada e veículos de comunicação, pode ser encarada como um reflexo da insegurança que a cidade vive. Mostra também que Londrina está desassistida pelo Estado, em termos de segurança pública, acrescentou Moratto.
Procurado pela Folha, o comandante em exercício do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, major Manoel da Cruz Neto, afirmou não ter conhecimento da pesquisa e, por este motivo, preferiu não se pronunciar. Não posso opinar enquanto não manuseá-la, justificou-se. O mesmo argumento foi adotado pelo delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Wanderci Corral Fernandes.





