Trezentos moradores da Rua Teófilo H. Rudinei e vizinhança, no Sítio Cercado, em Curitiba, mantiveram interditada a via por mais de 30 horas, em protesto pela morte da menina Adriele Carolina Gonçalves, 8 anos. Irritados com a falta de segurança, eles montaram barricadas na Avenida das Torres, com pneus e fogo, ainda destruindo parte do asfalto. Os manifestantes protestam contra a ausência de lombadas ou redutores de velocidade, que poderiam evitar novos acidentes. A Prefeitura argumenta que há desatenção dos motoristas e pedestres, que não respeitam a sinalização de trânsito.
O policial militar Júlio César Pereira afirma que este é o oitavo atropelamento em dois anos. ‘‘Mesmo assim a Prefeitura não fez nada para resolver o problema’’, diz. Segundo ele, o município se comprometeu a colocar lombadas na região, tão logo a rua estivesse concluída. ‘‘E a conclusão aconteceu há um ano e até agora nada’’, reclama.
A chefe do Setor de Engenharia de Trânsito, Guacira Civoloni, afirma que o compromisso da Prefeitura limitou-se apenas à sinalização. Para ela, falta atenção dos pedestres e motoristas com as placas. ‘‘Em alguns pontos, pode se estudar a colocação de semáforos, desde que haja fluxo de veículos suficientes’’, afirma. Dados da Prefeitura indicam que circulam 200 carros por hora.
Em meio ao protsto, o auxiliar de escritório Valdenir Aparecido Fernandes diz que se deve implantar um sistema de controle. Ele afirma que, como a pista é nova e está em bom estado, motoristas imprudentes correm demais. ‘‘Os acidentes de carros acontecem todos os dias’’.
Fernandes diz que em reinvidicação anterior, a Prefeitura afirmou que não poderia colocar lombadas na via, porque estaria em desacordo com o código de trânsito. No entanto, ele afirma que como há um grande número de escolas, hospital e comércio e, com isso, movimento de pedestre, a lei deveria passar por cima do código. ‘‘Se não for possível, que encontrem outras formas, como a implantação de radar de velocidade e lombadas eletrônicas’’, argumenta. (I.R.)

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